Por Anselmo Regedor

Análise Tática
O Brasil entrou com um 3-3-4, formação velha conhecida do técnico Danilo Meneses e que, atés emana passada, era praticamente o padrão em seu clube, o TEC.
Se por um lado esta é uma formação muito ofensiva, por outro ela não deixa desguarnecida a defesa, principalmente da maneira que o time foi escalado, com dois alas defensivos. O grande problema desta formação é que o time fica praticamente sem meio-campo para a criação, dependendo basicamente das roubadas de bola dos defensores e da ligação direta entre a defesa e o ataque.
Já o Chile optou por um 3-5-2 com meio e ataque assimétricos, visando chegar com 4 jogadores na frente quando o time atacasse. Funcionou de forma interessante pelas alas, mas no miolo Brandon Piña e Matías Canales invariavelmente se embolavam.
Danilo improvisou jogadores em posições diferentes de suas originais, como Atílio Carmona na ala e Barnaba Horta na ponta-esquerda, e, neste jogo em particular, essa cartada funcionou muito bem.
O jogo
O Brasil partiu com tudo para cima do Chile, e o primeiro gol surgiu logo aos 13 minutos. Fruto de um cruzamento de Névio Azevedo, melhor em campo na opinião dos críticos, para Damien Cabeda, que mandou um balaço no gol de Leonardo Acevedo.
O Chile continuou acuado e por muito pouco não levou o segundo gol aos 36 num chute cruzado de Cabeda, que tirou tinta do poste esquerdo de Leonardo Acevedo. Mas o goleiro chileno não teve nem tempo de respirar, pois aos 37 o mesmo Cabeda cruzou uma bola para a área e Ivo Machado não perdoou: Brasil 2 x 0.
No segundo tempo, pouca coisa mudou. O Brasil manteve seu domínio territorial e o Chile pouco ameaçava o gol de Nilton Nunes.
Para enterrar qualquer tipo de esperança dos chilenos, Lourival Martins recebeu de Barnaba Horta na entrada da área, driblou seu marcador e completou para o fundo do barbante.
O Brasil continuou pressionando o Chile em seu campo e só não ampliou o marcador por falta de sorte.
Enfim, foi uma grande estréia, digna de uma seleção que representa no FS a nossa seleção penta-campeã.
Os números
O Brasil teve 57% de posse de bola, chutou 14 vezes em gol, contra 4 vezes do adversário. O volume de jogo da nossa seleção foi impressionante. Os chilenos devem até agradecer não terem voltado para casa com um desastre em seu saldo de gols.
A superioridade brasileira também foi visível em Desarmes Ganhos(72%), Dribles Vencidos(73%) e Passes Certos(65%).
O Craque
Névio Azevedo, meia do TFC, conseguiu interceptar 23 passes adversários e acertou 22 dos 29 passes que tentou, dentre eles a assistência para o primeiro gol. Se por um lado faltou quantidade no meio-de-campo do Brasil, sobrou qualidade.
Fevereiro 16, 2008 às 12:56 pm |
deveria ter uma pagina só para a seleção sub-18 e sub-21